quarta-feira, 22 de setembro de 2010
reason to smile
Eu tenho saudades de ter emoções fortes, banais, autênticas. Anda tudo tão parado. Tudo tão vazio. Quando eu encontro algo que me alegra a ponto de eu achar que pode durar dias ou meses e começa a fazer meu coração bater mais rápido, sem ser o que sempre consegue fazer, eu me condeno. Não entendo muito bem o motivo de tal condenação. Serão os meus sentidos aprendendo a se proteger? Preciso mostrar a eles que eu gosto de correr o risco. Eu me ordeno: pare já com isso. Alguma coisa indefinida dentro de mim fala mais alto: vá em frente. Se doer, passará. (...) Me ordeno mas não me obedeço.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Descobri que sou mais forte que todos os problemas que eu já enfrentei e me acho mais fraca do que todos que ainda virão. Descobri que tenho que parecer indestrutível porque quanto mais frágil você demonstra ser, mais as pessoas acham que podem te atingir e as vezes essa não é uma má idéia pra elas. Descobri que as palavras mais clichês são as mais sábias. Vi que o mundo gira mesmo quando a gente não quer que ele gire. Tudo sai do lugar e de alguma forma, volta. Você só tem que ser forte o suficiente e quando se der conta, estará tudo bem outra vez. Deixe as coisas acontecerem sozinhas um pouco, não pense muito nelas. Pra você perceber uma coisa boa, terá que ter visto como é uma ruim. Encaro a vida como uma roda gigante, uma hora em cima, outra em baixo. Um fim é um começo e é assim que vamos vivendo. Apenas me surpreenda, é assim que eu gosto.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
O vazio não me completa. Não sei lidar com ele. Eu gosto é de sentir! Sinto falta de alguma coisa dentro de mim: uma pequena faísca, um incêndio de nível alarmante. Qualquer coisa que prenda minha atenção e seja alvo de meus pensamentos. Algo que eu sinta no estômago, na alma, no coração e em cada parte de mim. Eu gosto assim! O superficial, a superfície e tudo que não exija total entrega, não me chama atenção. Nunca chamou!
domingo, 12 de setembro de 2010
Eu não quero admitir, mas sinto sua falta. Sinto falta de como eu me sentia quando você fazia parte do meu mundo. Não que já não faça. Não é bem isso que quero dizer. Sinto falta do nosso mundo! Sim, e muita. Sinto falta do que você me fez sentir um dia desses qualquer, que passou, que se foi e não volta. Viu só a que ponto isso tudo chegou? Ou melhor, não chegou! Apesar de ver todos os ''para sempre'' quebrados, eu sigo ainda sentindo vontade de olhar pra trás. Mas não vou porque hoje eu sei o que realmente vale a pena.
sábado, 11 de setembro de 2010
This battle must be won.
Essa repetição que chega sem nenhuma cogitação anterior e que traz consigo muitas promessas quebradas. Promessas feitas em momentos de dor onde tudo parece ser tão eterno quanto uma noite qualquer. Mas acabou e levou consigo quase toda a minha vontade de você. Minha capacidade de raciocínio te leva pra longe de mim enquanto meu coração te puxa pra mais perto, bem mais perto do que eu posso suportar. Eu vejo pessoas dando passos pra frente e me preocupo com os que dou para trás. Me da uma vontade insana de largar tudo e segui-las. Mas essa dor as vezes me completa. Veja bem, eu disse as vezes. Eu não gosto dela. Não é isso. É que na atual circustância, se não fosse por essa dor diária, eu seria tudo que jamais quero ser: uma pessoa vazia. Gosto de sentir, seja lá o que for. A dor geralmente dá lugar a alegrias, mesmo que sejam momentâneas. Já o vazio não cede seu lugar. Quando eu consigo me livrar de você, meus pensamentos me fazem encarar a minha solidão que inunda meus dias e me enche de desespero. Pois a única solidão que me da prazer é aquela que posso me livrar quando eu quiser. O meu problema sempre foi o mesmo: amar demais. Ou é o outro que não sabe amar? Whatever. Eu acredito muito, eu perdoo muito. Tudo isso por consequência desse amor. Insano. Cansado. Bonito. Um dia eu aprendo a lidar com isso ou encontro alguém que saiba lidar com esse meu jeito pois não pretendo mudar. Eu admiro o jeito diferente de ser. (...) Eu me recuso a me importar tanto com certas atitudes alheias. Eu me recuso mas não me obedeço. Essa minha teimosia vem de berço. Tudo se contradiz em um único instante e no instante seguinte, volta tudo ao seu lugar de origem. Eu quero me livrar dessa precisão inconstante. Preciso me livrar dos pensamentos que roubam meu sono e me levam pra perto de você. Porque eu me canso de acordar no meio da noite e desejar aquela realidade ilusória que nos bastava. E aquele dom que eu encontro em você, continua sendo alvo de minha admiração: apesar de tudo, você torna tudo mais fácil. Eu disse mais fácil, não menos complicado. Complicação é sinônimo de você. Deixo oculto o que precisa ficar oculto. Eu continuo aqui. É você quem vai. Deus entende toda a contradição de minhas palavras dirigidas a Ele. Tudo gira e como é de costume, você chega pra tirar tudo do lugar. E acredite: tem coisas que nós devemos guardar só pra nós mesmos. Por mais que tenhamos vontade de falar pra alguém, as vezes não vale a pena.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
missing
Ah saudade. Aquela que me enche os olhos de sentimentos. Saudade do que eu vivi e do que eu não ousei viver. Saudade do que eu me lembro bem. Saudade do que eu não conheci. Do que eu não senti, provei ou ao menos, toquei. Minha saudade, apenas uma dela, tem um olhar que eu nunca ousei encontrar. Estou cansada do inexistente. Eu me mantenho aqui, respirando saudades e desejando que daqui pra frente eu ouse. Ouse viver, sentir, tocar. Ouse sentir saudade do que realmente foi, se foi.
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