quinta-feira, 21 de abril de 2011

SEXO ANTES, AMOR DEPOIS.


É uma daquelas histórias bem cotidianas, luxúria e amor, existe algo mais normal que isso? Alguém em busca de momentos e outro em busca apenas daquele momento, corriqueiro. Por ser assim, mais cedo ou mais parte mais essa experiência baterá a sua porta e depois virará mais um parágrafo do seu livro de aventuras, é assim que a vida tem que ser.

O combinado era esse: Uma noite, apenas uma noite para sexo e amor (se é que se pode chamar de amor algo de uma noite), mas era assim que teria que ser. Ela o queria tanto quanto ele a queria, talvez de forma diferente, talvez muito mais, talvez da mesma forma, mas eles se desejavam, estava escrito em seus olhares.

Então se encontraram em algum barzinho desses da vida, entre seus amigos, nem foi preciso palavras, apenas o beijo ardente que falava mais do que qualquer palavras. Depois desse, vieram mais inúmeros beijos, cada um com uma nova sensação, cada um querendo descobrir mais sobre o outro, como se quisessem gravar cada vírgula do outro para que pudessem lembrar-se daquele momento com a maior precisão possível. Não demorou muito pra que ele a levasse para um canto escuro qualquer e começasse a passear com suas mãos por cada curva tão desejada da menina, que não ficava para trás e começaria então a provoca – lo, ela estava disposta a jogar o jogo dele, já que era assim a única forma de pelo menos te – lo por uma noite.

A cada toque uma nova sensação, a cada nova sensação menos fôlego e mais excitação, se ficassem ali por mais algum tempo cometeriam um atentado violento ao pudor, mas graças ao esperto rapaz eles preferiram continuar aquele momento em seu apartamento, já que morava sozinho. Permaneciam mudos, apenas com trocas de olhares, cada olhar mais significativo, mais profundo que continuava a dispensar palavras.

Pode – se até a começar a achar que um sentimento começou a surgir no menino, já que não era normal ele segurar a mão de sua companheira para apenas saciar mais um de seus desejos, afinal, quantos milhares de desejos ele já não havia saciado? Ela seria mais uma, com a sua singularidade, mais apenas mais uma. Ele começou a perceber que ela seria especial, não sabia até que ponto e nem quanto duraria, mas ela seria.

E então chegaram ao apartamento, com paços lentos, nem pareciam ter todo aquele desejo reprimido, até adentrarem ao recinto e a porta se fechar, a partir daquele momento nada mais importava: sem olhares, sem vozes, sem roupas, apenas ele e ela e era assim que deveria que ser. Eram beijo intensos, como se um quisesse absorver o outro, e aos poucos e até com uma certa delicadeza as roupas dela começavam a sair de seu corpo, a cada peça retirada um novo olhar dele, como se fosse uma surpresa a cada minuto, ele a olhava com um sorriso indecifrável para ele, mas agradável, não era apenas luxúria, mas algo não decifrável. Ele queria gravar cada milímetro daquele corpo que despertava tantas sensações nele, sensações as quais ele queria poder lembrar com clareza. E então ela estava despida, ali a sua frente, seu corpo quase expelia fumaça tamanha a sua excitação com aquela visão.

Começava agora a vez dela, que ao contrário dele, deixava bem clara em sua expressão que o seu olhar era de amor, que o contemplava como seu amor, seu príncipe, e assim despia o seu amado, sem pressa, mas rápido. Ela queria ter aquela lembrança pra sempre, contemplar cada músculo, cada pinta já que até a onde ela sabia essa seria a única vez. E ela, ao contrário dele, o despiu com uma velocidade bem maior, o que facilitou tudo o que começaria a partir de então. Ela o olhava com desejo e amor, ela o desejava, seus corpos se encaixavam precisamente como se fossem feitos um para o outro, ela já sabia disso e amava, já ele estava descobrindo e de certa forma começando a gostar de idéia, ninguém tinha feito ele sentir o que aquela menina apaixonada estava fazendo e apenas uma noite, que nos pensamentos dele já era certo haver a segunda, mas ela ainda não saberia disso. Não ainda.

E então eles começaram a proporcionar prazeres um ao outro, com toques, carícias, beijos e amassos. Mas mal sabia ele que ela teria o escolhido para ser o primeiro te - la completamente, porém quando ele percebeu já havia consumado o fato e não havia mais volta: ele estaria pra sempre marcado pra ela, ele chegou a sentir medo, um medo enorme de ferir os sentimentos dela, algo que ele não se importava muito até então. Mas eles estavam felizes ali, era como se o mundo lá fora não existisse, eles podiam gemer, gritar e até fazer juras um ao outro, só eles importavam naquele instante. E então ambos chegaram ao ápice, muitas vezes diga – se de passagem, pois o toque de cada no outro era como uma corrente elétrica, era algo sobrenatural.

Mesmo que quisessem prosseguir, o corpo não aguentava mais, pelo menos por algumas horas teriam que descansar para talvez depois prosseguirem aquele momento tão delicioso. E então eles adormeceram, ela aconchegada nos braços dele, e ele a segurando como se nunca quisesse perde – La, e realmente ele passou a não querer.

Acordaram no outro dia, um tanto quanto se graça, e enfim o silêncio foi quebrado. Eles tomaram café e conversaram, pareciam até um casal de namorados, o que fez com que a menina se espantasse, mas não iria estragar aquele momento.E então ele tomou coragem pra dizer tudo o que havia sentido nessa noite, que ele não suportaria que fosse só por uma noite, que se antes era apenas sexo, durante essas horas se transformou em amor. No caso, não se transformou, foi descoberto, ele descobriu que a amava e precisava dela ali, eles foram feitos um para o outro, era um encaixe perfeito. Ela o ficou olhando por alguns segundos bem no fundo dos seus olhos pra ver se via algum vestígio de mentiras, mas não, só encontro amor, sinceridade e muitas outras coisas belas. E então ela o abraçou, não disse que sim, mas também não disse não, apenas lhe deu um beijo e disse: nunca solte a minha mão. E eles continuaram o que começaram na noite anterior, e continuariam por muitas outras noites já que ele era dela e ela era dele, era assim que tinha que ser e assim foi, só assim eles eram felizes.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Mudanças: necessárias e dolorosas. Mudar um corte de cabelo, a cor do esmalte, mudar a roupa, a cor preferida e o número da sorte; não falo disso. Falo em mudança de vida. Esse é o ponto. Mudar pensamentos, mudar a maneira de ver algumas coisas, mudar, forçadamente, sentimentos. Isso tudo dói. Não sei lidar com mudanças forçadas e nem com outras que acontecem de forma tão natural. Encarar tudo com olhos mais brilhantes talvez seja a solução. É com todo esse brilho que eu vou olhar para os próximos 365 dias e para o resto da minha vida. Cada vez brilhando mais. Lá na frente, veremos que todas as mudanças, por maior que tenha sido a dor causada por causa delas, trouxeram coisas boas. Assim eu espero.
Uma hora vem… na hora certa. Ou que não seja a certa mas venha, por favor.
Sabe aquela sensação de “tudo estar dando errado” mas aí você começa a pensar nos tais erros e não acha quase nenhum? Estranho! Os únicos erros são os de sempre… Ainda bem. Não digo ainda bem pelos erros mas pelo fato de não encontrar mais nenhum. Mas é assim mesmo, quando estamos pra baixo, qualquer coisinha que em outra ocasião não faria diferença, pode derrubar.

sábado, 9 de abril de 2011

Eu só queria o seu abraço de volta. Queria não ter que me acostumar com a sua ausência e ouvir sua voz todos os dias antes de dormir. Queria, no meio de algum problema, ler em seus olhos você dizendo que ia fazer de tudo pra resolver tudo. Eu só queria te abraçar bem forte e dizer o quanto me sinto perdida sem você. Eu queria ter me despedido direito. Eu queria que não tivesse ido e me deixado nesse mundo sem a sua proteção. dad, I miss u
Eu poderia mudar meus pedidos diários. Preces diferentes, desejos renovados. Do que adiantaria? O próximo instante seria conhecido. Eu sempre volto ao que me interessa pois se me importa, eu não desisto. E isso está entre meu terrível defeito ou minha qualidade mais bonita; o fato de sempre achar que uma hora ou outra, a montanha russa vai parar lá em cima, como naqueles filmes que tanto me enchem de sentimentos, demorará a descer devagar e quando quem ocupa a cabine decidir sair, estará com abraços nos braços e sorriso nos lábios. Mas a montanha russa gira, gira, gira e continua girando.
Incrível como mesmo sabendo que as minhas indiretas irão passar despercebidas, eu as solto em qualquer frase. Isso tudo por querer que entendam sem que eu precise falar. Nunca entendem. Continuo muda para muitas coisas que antes saiam aos gritos pela minha boca.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Eu comecei de novo juntamente com o que seriam os próximos 365 dias. Eu tentei fazer tudo ser bonito, útil e interessante. Tentei novas formas, caminhos diferentes de se chegar ao mesmo lugar e eu realmente consegui fazer coisas pesadas se tornarem leves. Mas sempre há algo que vem pra fazer com que a possibilidade de deixar tudo de lado apareça. Não vou deixar! Querer olhar pro céu e não ver estrelas em uma noite escura não significa que elas não estarão lá no dia seguinte.
Sentimento vazio. Por algum momento se pensa na possibilidade de algo preencher isso. Um dia diferente longe da rotina, uma tarde no shopping ou varias doses de qualquer bebida que faça esquecer o motivo de se estar bebendo. Mas no fundo, o que falta é alguém. O que falta é uma palavra, um abraço, vários momentos compartilhados e sorrisos bobos sem motivo. Isso completa, o resto é apenas passa tempo.
Tem gente que desperdiça amor. Tem gente que não o conhece. Mas o pior tipo é com certeza quem o deixa escapar por algum sentimento menor e momentaneo.
Desapego; doce, amargo, satisfatorio e cheio de medo. As vezes é bom não sentir nada prendendo suas vontades urgentes. Fazer alguma coisa em um exato momento e não se arrepender justamente pelo não arrependimento de outras coisas, de outras pessoas. Melhor que isso, só a sensação de não colocar em prática algum desejo com a certeza de que valerá a pena ficar sem torná-lo real.

quarta-feira, 30 de março de 2011

O sol da tarde havia sumido dando lugar ao desejado vento forte batendo na janela. Aquele vento trazia sensação de liberdade; uma liberdade que ainda não havia sido alcançada. Nada vinha a mente no exato segundo de colocar alguma coisa em prática. Faltava coragem. Viu tudo tão quieto que sentiu necessidade de fazer alguma coisa mas nada fez. Passou horas tentando entender por que a vida estava sendo tão dura e a conclusão que chegou é que a vida em si era doce. Passou horas pensando em seus problemas fatais e a conclusão que teve foi que era estupidez julgar tais problemas como fatais. Veio o sono, a sede, a fome e tudo continuava ali, intacto. Como se quisesse por tudo voar para alguma data próxima. A data mais próxima que traria consigo a possibilidade de começar tudo de novo de forma diferente. O desejo mais forte é que tudo realmente fosse diferente; que tudo fosse mais doce.
Olhos fechados, mente lá onde tudo começa a ficar embassado e não se vê mais nada. Pensamento lá onde não se percebe o que se está pensando. Sonhos começando a chegar mas ainda imperceptíveis e como num relance, sinto meus olhos abrirem e uma frase veio a mente como numa canção: se for me deixar, não me leve. Fiquei repetindo aquilo até tudo se embassar novamente: se for me deixar, não me leve.
Eu sempre acabo voltando ao princípio. Como uma doce necessidade de começar mais uma vez, tentar outra, a última, eu sempre digo, prometo e juro pra mim e pra quem mais quiser entender. Nunca é a última. É sempre uma a mais, uma chance mais, mais um tempo pra tentar conseguir algo e colocar exatamente no lugar disso que muitas tentativas não deram conta. Eu sempre volto e me desespero. Me faz tanto bem mas aqueles velhos e doloridos detalhes nunca se vão para sempre, assim como eu. Talvez uma coisa leve a outra. Talvez eu me leve até isso tudo. Dando passos pra trás mas fixando meus olhos e minha vontade em tudo que esta a minha frente. Rebolbinando tudo e caminhando para a mesma direção de antes. Doar todos os meus passos não significa que haja contentamento com os poucos passos alheios. Alguém quer continuar exatamente onde está e, desta vez, não sou eu.
Esses pensamentos entrando em contradição com idéias antigas, com vontades antigas, com sabores antigos. Essa saudade apertando o peito e condenando o pensamento. É um ciclo. Vicioso, eu diria. Essa vontade de fazer tudo igual ao sonho que antes tive acordada. Essa atitude de ficar parada esperando as coisas acontecerem sozinhas. Essas idéias sobre tantas coisas… Idéias erradas, precipitadas, ignorantes, certas. Esse frio que me dá sono. Essa felicidade que nasceu dentro de mim ocupando o lugar daquela secura antes vivida. Logo mais o sono passará, o frio passará, as idéias e pensamentos bonitos, medonhos, irreais, feios e verdadeiros irão se dissolver em outros pensamentos. A vontade irá dar lugar a outras vontades e a atitude, quem sabe, virará uma atitude. A felicidade, espero que por nada passe. Mas e a saudade? Aquele aperto no peito que não finda e meus olhos não veem nada que faça parar de encomodar. Uma hora alguma palavra entrara pela minha retina e meu cérebro avisará que a saudade também se foi. Se foi um pouquinho dela. Há sempre saudade retida dentro de quem ama, espera, busca. É tudo um ciclo. Vicioso, eu diria.