terça-feira, 27 de abril de 2010

Keep Holding On

Somente continue aguentando. Suportando como se estivesse em uma posição favorável e agradável, mesmo estando bem longe disso. As coisas vão de um extremo a outro em poucos segundos mas pelo menos em uma parte do tempo, da pra suportar tudo. Terceiras chances não existem, pessoas não mudam. Mas existem exceções.. eu espero. Espero tanto que ainda não desisti. Ou melhor, não consegui desistir. E olha que eu tentei por vários dias e várias noites. O pior é ver que tudo girou e parou no mesmo lugar. E agora, graças a isso, o que nos resta é ser a sombra do que éramos. Mas um dia as coisas giram novamente, como sempre.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

complicated

Tudo é complicado. Mais complicado ainda pra mim é tentar seguir sempre de uma maneira que seja certa pra você. Já chega de esforços, eu não consigo mais lidar com isso. Eu sei que você conhece meu pior, e sei que você gosta. Mas isso continua sendo complicado. E pra facilitar as coisas pra mim, saiba que os erros nunca foram premeditados. Eu sempre quero ver aquele teu olhar brilhante, mas as vezes o mundo não contribui para que os nossos se encontrem. Você pode me entender dessa vez? Um dia, quando minha idade aumentar um ponto e quando eu me sentir mais responsável eu sei que tudo vai ser melhor. Eu só preciso que você saiba disso também. Aqui é tudo por você. Entende?


sábado, 24 de abril de 2010

I want fly

Eu percebo lá de cima que estão tentando acabar com o melhor que há em mim. E talvez, estejam conseguindo. Mas sempre vai sobrar um pouquinho do meu eu de antes para a próxima vez.. E tudo que sobrou me faz pensar em tudo que poderia ser. Eu só queria fugir pra longe, o mais longe possível e gritar aos quatro ventos com a intenção de alguém ouvir por engano e me dizer o que é certo fazer. Certo não, isso eu sei. Só preciso da fórmula, da coragem, da força pra colocar em prática. A força eu tenho, talvez até mais do que eu precise. É ela que está me sustentando enquanto eu me decido por parcelar tudo e ir vivendo aos poquinhos. De um jeito ou de outro, tentando passar por cima de tudo, até de mim.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

I can't see what's going on

Elas chegaram de novo, mas dessa vez vieram de um jeito inesperado. Bastou seus olhos encontrarem aquelas palavras perdidas em um arquivo qualquer. Mas uma vez, a esperança de entender tudo foi em vão: existem coisas que vão além de qualquer entendimento. Ela sempre andou de braços abertos por aí, esperando algum abraço verdadeiramente tocante e antes de recebê-lo, o perdeu. Havia chegado a extrema humildade, como diria um de seus escritores preferidos: confessou a um ser humano que precisava dele para existir. Parou pra pensar mais uma vez no quanto queria tudo aquilo de volta, cansou de se lamentar, fechou seu diário e foi dormir.

missing

Eu sinto falta de tudo. Sinto falta do que já não é mais. Do que talvez esteja subentendido, acomodado, esquecido por aí. Esquecido em qualquer frase, em qualquer palavra, em qualquer música. Mas o que deveria mesmo estar esquecido, não está. E de um jeito ou de outro, não ficará. Sinto falta de pessoas, de sorrisos, de bobeiras, de olhares não encontrados. Falta dos abraços não abraçados e dos beijos não dados. Das palavras ditas e das que me arrependi por não dizer. Mas de algum jeito, eu sempre vou estar aqui, cuidando de você.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

There’s still a little bit

”There’s still a little bit of you laced with my doubt.. It’s still a little hard to say what’s going on.. There’s still a piece of your face I haven’t kissed.. There’s still a little bit of your song in my ear.. There’s still a little bit of your words I long to hear”

terça-feira, 20 de abril de 2010

again.

Tinha sido mais um dia que ela não queria ter levantado da sua cama quente. Mas era preciso. Nada saia da sua boca além do necessário, e sua impaciência estava maior que a de todos os dias. Tudo que ela podia oferecer, eram sorrisos falsos. Naquele momento, aquelas cenas a sua frente pareciam tão hipócritas, mas ela não conseguia parar de olhar e desejar que de alguma forma, acontecesse o mesmo com ela. Tentou não pensar em nada. Não deu certo. A lógica que tanto procurava, estava fugindo dos seus pensamentos. Ela já havia sentido aquilo antes mas dessa vez era um pouco diferente, um pouco pior. Não desejava ouvir nada de ninguém e mesmo assim ouviu conselhos que mesmo sem querer, estavam certos. Só não sabia como colocá-los em prática. Ela sabia que o momento certo para aceitar um pedido de desculpas, é quando existe uma intenção de reparar o erro e o momento certo de desculpar, é quando se percebe que essa intenção não passa apenas de uma mera intenção e se concretiza. Ela se sentou naquela cadeira junto a parede e fechou os olhos desejando estar no lugar mais alto do mundo. Ela e ela mesma. Apenas. Aquele aperto na garganta indicava algo… Engoliu a seco, fingiu que estava tudo bem e voltou a sorrir.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

”não consigo molhar os pés apenas
eu mergulho e só paro quando me afogo
eu me queimo e só paro quando derreto
eu me jogo e só paro quando me param..”
Ela estava ali em um dos seus lugares preferidos, sozinha. Ela odiava a solidão. Aquele lugar lhe trazia paz, lhe trazia aconchego e a fazia esquecer quase tudo. Ela sabia que haviam coisas que lhe eram impossíveis de esquecer. Por um momento, ela lembrou da sensação de liberdade que havia sentido naquela tarde, e desejou que se repetisse. Aquela música entrava pelos seus ouvidos e a fazia lembrar algo que ela não sabia o que era. Aquele som acústico e aquela voz rouca despertavam nela um sentimento que ela já estava acostumada a sentir, mas também não sabia descrevê-lo. Naquela hora, ela não queria ouvir nenhuma palavra doce porque por maior que fosse o sorriso que palavras costumavam despertar nela, ela não ia acreditar. Não naquela noite, não depois de tudo. Ela nunca foi de pensar só nela, por mais egoísta que fosse. Mas por um momento, ela desejou não se importar com nada além do seu bem estar, mesmo sabendo que pra ficar bem necessitava de coisas que os outros já não se importavam mais.
Eu continuo aqui, mas faltam alguns pedaços. E de alguma forma, talvez eu ainda esteja inteira. waiting for you, again.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Sou dessa leva de gente que tem como sina ver demais. Sentir demais. Amar quase do tamanho do amor. Traço de nascença, uma estranha dádiva que, durante temporadas, pra facilitar a própria vida, egoísmo que seja, a gente tenta disfarçar de tudo que é maneira que aprende. Mas não tem jeito, nunca terá, nascer assim é irremediável, o que é preciso é desaprender o medo.(Ana Jácomo)

Time is the wisest counselor.

Evitar ver coisas que eu sei que vão estar lá pra me machucar, talvez seja um ato de covardia. Mas encarar tudo de frente e saber que não há nada mais a se fazer é extremamente decepcionante. Não existem mais cartas nas minhas mãos. Percebi que o jogo não esta ganho. Vou deixar alguém tentar jogar por mim, o tempo. Agora eu fico ao lado dele, observando suas táticas. Espero que ele, ao contrário de mim, saiba o que fazer e como fazer. A hora certa sempre vem, independente dos jogadores. Eu só queria acelerar esse tempo, o nosso tempo. Minha covardia vai continuar falando mais alto.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

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"Quer saber o que eu penso? Você aguentaria conhecer minha verdade? Pois tome. Prove. Sinta. Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louca, estranha, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Tenho uma TPM horrível. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir... Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome. " ( clarice lispector )

terça-feira, 13 de abril de 2010


Eu queria viver tudo o que o esse meu mundo me priva. Queria ver certos brilhos e sentir certos gostos. Eu não nasci pra esperar e isso é o que eu mais me vejo fazendo. Eu insisto em sentir aquilo que tanto formou meus sorrisos diários e, valendo a pena ou não, eu sou assim, sempre pagando pra ver. Só não quero mais ter que passar por algumas coisas, mas talvez, sejam consequências de atos premeditados, ou não. Por isso, eu criei minhas defesas pessoais, minhas armaduras. Elas talvez não sejam indestrutíveis. Preciso aprender a lidar com isso que não faz parte de mim e desse meu jeito muitas vezes, bobo. Continuo esperando o tempo me recompensar por tudo que eu fiz e muitas vezes, deixei de fazer.

”Só não me diga que o céu é o limite sendo que existem pegadas na lua.”

segunda-feira, 12 de abril de 2010

so that has to be

Descobri que sou mais forte que todos os problemas que eu já enfrentei e me acho mais fraca do que todos que ainda virão. Descobri que tenho que parecer indestrutível porque quanto mais frágil você demonstra ser, mais as pessoas acham que podem te atingir e as vezes essa não é uma má idéia pra elas. Descobri que as palavras mais clichês são as mais sábias. Vi que o mundo gira mesmo quando a gente não quer que ele gire. Tudo sai do lugar e de alguma forma, volta. Você só tem que ser forte o suficiente e quando se der conta, estará tudo bem outra vez. Deixe as coisas acontecerem sozinhas um pouco, não pense muito nelas. Pra você perceber uma coisa boa, terá que ter visto como é uma ruim. Encaro a vida como uma roda gigante, uma hora em cima, outra em baixo. Um fim é um começo e é assim que vamos vivendo. Apenas me surpreenda, é assim que eu gosto.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

  • ”O simples me faz rir, o complicado me aborrece. Tenho um coração maior do que eu, nunca sei minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa. Mas uma coisa eu digo: eu não paro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei onde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira se não perde a força. E força não há de faltar porque – aqui dentro – eu carrego o meu mundo. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Sem censura. Quer me entender? Não precisa.” (Fernanda Mello)