segunda-feira, 19 de abril de 2010
Ela estava ali em um dos seus lugares preferidos, sozinha. Ela odiava a solidão. Aquele lugar lhe trazia paz, lhe trazia aconchego e a fazia esquecer quase tudo. Ela sabia que haviam coisas que lhe eram impossíveis de esquecer. Por um momento, ela lembrou da sensação de liberdade que havia sentido naquela tarde, e desejou que se repetisse. Aquela música entrava pelos seus ouvidos e a fazia lembrar algo que ela não sabia o que era. Aquele som acústico e aquela voz rouca despertavam nela um sentimento que ela já estava acostumada a sentir, mas também não sabia descrevê-lo. Naquela hora, ela não queria ouvir nenhuma palavra doce porque por maior que fosse o sorriso que palavras costumavam despertar nela, ela não ia acreditar. Não naquela noite, não depois de tudo. Ela nunca foi de pensar só nela, por mais egoísta que fosse. Mas por um momento, ela desejou não se importar com nada além do seu bem estar, mesmo sabendo que pra ficar bem necessitava de coisas que os outros já não se importavam mais.
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